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Tecendo Conexões com a Ancestralidade na Urdidura da Arteterapia

Sandreane da Silva Dias Fernandes — Vitória/ES, 2024

“Um tênue fio nos liga / de segredos e esperanças / como um cordão que alimenta / e ameaça romper-se / a qualquer hora. // Fio de vida e de morte / um tênue fio das Moiras / construído passo a passo / de ilusões e memória. // Construtoras do destino / tecelãs de nossas vidas / fiamos juntas, sozinhas, / tecidos de eternidades. // Fiando às vezes silêncios / os fios se embaraçam, / dão nós e arrebentam… // E do nada surgem, então, / como de mãos invisíveis, / lãs quentes, jutas rudes, / sedas suaves… // E voltamos a tecer, / num trabalho incessante, / fiandeiras de nós mesmas, / tecidos de nossas almas.”

— Célia Gago, Fiandeiras

Resumo

O presente artigo objetiva direcionar o olhar para a ancestralidade da tecelagem, dos mitos e da Arteterapia. Pretende-se argumentar como fios entrelaçados com a energia arquetípica dos mitos podem ser tramados na urdidura da Arteterapia, para guiar uma conexão com a ancestralidade, alcançando a sabedoria e a força de todas que teceram antes de nós.

No decorrer do artigo serão apresentados alguns pilares conceituais da Arteterapia, ressaltando a importância do setting terapêutico, do olhar cuidadoso do arteterapeuta para necessidade do seu atendido e da atenção com a linguagem expressiva dos materiais. Arteterapia, mitos e tecelagem dialogam para compor uma vivência com objetivo de, através da tecelagem, estabelecer uma conexão com a ancestralidade dos participantes.

Palavras-chave: Arteterapia. Fios. Tramas. Tecer. Mitos. Ancestralidade.

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Sumário

Este artigo está organizado em 10 partes, cada uma acessível nos links abaixo. Acompanhe a jornada dos fios que entrelaçam saberes ancestrais com a prática arteterapêutica.

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“Tecer era tudo o que fazia. / Tecer era tudo o que queria fazer.”

— Marina Colasanti