“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”
— Carl Gustav Jung
O objetivo desta vivência é facilitar aos participantes uma conexão com suas tecelãs ancestrais, resgatando sua sabedoria para olhar para seu presente e tecer seu futuro. Cada momento de tecitura foi conduzido por melodias e letras de músicas cuidadosamente selecionadas, para facilitar a conexão das participantes com as propostas.
Cada tecelã foi convidada a tecer, em um tear de papel, um pequeno tapete de fios de malha representando sua existência, sua vida, sua história.
Os momentos da vivência
Passeio na tenda da fiandeira
Todas as participantes são convidadas a um passeio pela tenda da fiandeira, conduzidas por uma canção de fiar. Recebem da fiandeira seus cestos de tecelãs. É o primeiro contato com os materiais, com o espaço, com a atmosfera da vivência.
Primeira tecitura
Convidar as tecelãs a voltarem o olhar para o seu cesto de tecer. Entrar em contato com cada material: a agulha, o tear, as frases e o conto. Pegar em suas mãos o fio de suas vidas, entrar em contato com seu clã de tecelãs e sua sabedoria ancestral. Tece junto com suas ancestrais.
Segunda tecitura
As tecelãs são convidadas a retornar para o momento presente, trazendo a sabedoria ancestral de seu clã. Apropriada desta sabedoria, são convidadas a voltarem seu olhar para o momento presente. Se conectar consigo, refletir e tecer este momento.
Terceira tecitura
Guiar as tecelãs para contemplarem seus tapetes. Ao se estruturar na palma de nossas mãos, trama a trama, fio a fio, nossa existência temos a possibilidade de contemplar nossas vidas e decidir como queremos tecer o nosso futuro.
Altar das tecelãs
As tecelãs são convidadas a juntarem os tapetes de suas vidas e formarem um altar. Um altar para honrar todas as que teceram antes de nós e a suas próprias vidas. Todas dançam junto ao redor deste altar, em agradecimento à vida e à egrégora que acaba de se formar.
Para selar esta união, cada uma traz para este novo clã de tecelãs uma palavra que representa a emoção deste momento. Finalizamos com a leitura do conto “Fiandeiras” de Célia Gago.
“Um tênue fio nos liga / de segredos e esperanças / como um cordão que alimenta / e ameaça romper-se / a qualquer hora.”
— Célia Gago, Fiandeiras